
E hoje ela sabe que eles morreram juntos
De mão dadas, deitados lado a lado
Sentindo o cheiro e o toque da pele um do outro
Juntos fisicamente, com o pensamento distante dali
Ninguém jamais foi capaz feri-los como ela.
Cada um com seu frasco de veneno
Como uma cena ensaiada, abriram o frasco
Encostaram no confortável travesseiro do hotel
Tomaram o líquido amargo sem deixar uma gota
Como quem não quer deixar rastros
E escorregaram de olhos fechados
Cada um vendo tudo o que fez
Remoendo aquilo que queriam ter sido
e não conseguiram.
Sorrindo, a viram pela última vez e não acordaram mais.
No chão, o frascos largados
No criado - mudo ao lado da cama
um envelope com o nome dela.
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