segunda-feira, 29 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Ser Jornalista é fazer jornalismo

O presidente do STF ( supremo tribunal federal ) disse que a profissão de jornalista não tem consquência na vida da sociedade, por isso não necessita de conhecimento técnico e exigência do diploma.
Alguém se lembra dos jornais com receitas de bolo da ditadura? Por que os militares mandaram espiões, censores nas redações e até chegaram a fechar muitas delas?
O jornalista Vladimir Herzog torturado e morto pelo Doi-Codi se tornou símbolo da luta pelo fim da censura durante o regime militar.
A abertura política chegou, a volta de personagens importantes como Fernando Gabeira e Betinho, as diretas já tudo foi filmado, narrado, fotografado e escrito por quem vive o fato da notícia.
Fernando Collor perdeu a presidência após os jornais informarem aos eleitores a prática de corrupção em seu governo. As mesmas pessoas que o colocaram no poder foram as ruas e pediram impeachment... os jornalistas fizeram parte de todo o processo.
Bomba! Bomba! Bomba! Quem não lembra da famosa foto da bomba de Napalm? E a bomba atômica? Correspondentes internacionais dos maiores veículos de comunicação arriscaram a sua vida e mudaram o rumo das guerras. Em 1968 o jornalista brasileiro José Hamilton Ribeiro foi mandado pela revista Realidade para cobrir a guerra do Vietnã, lá ele pisou em uma mina terrestre e perdeu uma perna em nome do compromisso com a verdade.
Setembro de 2001. Os jornais de todo o mundo divulgam imagens nunca imaginadas nem pelos diretores de Hollyood. A queda das torres gêmeas. Pela imprensa famílias brasileiras recebiam notícias a cada segundo.
Nosso trabalho não consiste em simplesmente mostrar a realidade, mas sim mostrá-la de forma profissional, estudada e responsável.
Para fazer jornalismo não basta ler, escrever, falar ou fotografar bem. É necessário ser humano e se preocupar com quem nos cerca e com o que acontece ao nosso redor. Jornalistas estudam e analisam além de informações, a sociedade e sua estrutura, como cada público recebe e absorve os fatos, a melhor maneira de ser transparente e se fazer entender.
Suportamos a dor de ver um colega, como Tim Lopes, perder a vida em busca do real contexto social de uma favela brasileira. Noticiamos e vivenciamos tragédias, investigamos e denunciamos preservando a identidade de nossas fontes para que elas não corram riscos. Não ferimos a liberdade de expressão, pois dependemos dela para trabalhar!
Não é qualquer pessoa que pode ser jornalista é preciso vocação, paixão pela profissão, responsabilidade social, compromisso com a verdade, profissionalismo, conhecimentos técnicos e saber como foi e é o mundo para ser formador de opinião e ser o quarto poder.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Irmãs ou quase isso...

Apenas me lembro que foi em 2001 quando ainda éramos adolescentes no auge dos 15 anos, descobrindo o mundo tal qual ele é, cheio de riscos, pedras no caminho, com direito a copos e copos de cerveja, alguns cigarros mal tragados e baladas até madrugada que tudo começou.
De aparência nós não tinhamos nada em comum, mas como algumas pessoas entram sem bater na porta, ela entrou na minha vida e algumas cenas ainda passam como um replay na minha cabeça, como o dia em que dela eu peguei o meu primeiro marlboro lights.
Ela... ela que também é filha única, que como irmãos e irmãs tinha apenas os primos e primas. Que é do tipo durona, protetora, companheira, um gênio forte e engraçado, foi conquistando minha amizade e meus sentimentos.
Foi como se nossas almas tivessem encontrado algo que faltava nas nossas vidas, uma irmã para poder correr quando tudo der errado, ou, para contar em primeira mão a realização de um sonho.
Dela, eu sempre pude esperar reações extremas e intensas, isso valia para a maneira de aconselhar até a de defender os seus amigos. Das frases que já ouvi ela esbravejar muitas foram para me ajudar, alertar e mostrar seu amor por mim.
Muitos olham para nós e concordam em apostar suas fichas na hipótese de uma amizade longa e duradoura. Eu ousaria dizer que é pra toda a vida, pois irmãs são pra sempre mesmo que você discorde da opinião dela, que fique braba com algumas atitudes, ou que tenha vontade de esganar ela por ter feito exatamente o contrário do que você aconselhou.
Penso que ela me dá a cada dia uma dose de felicidade por tê - la na minha vida, e agradeço por poder ouvir dela palavras cheias de sinceridade e amor. Talvez, se nós fossemos realmente irmãs, as coisas não fluíssem de forma tão calma e certa. Querida amiga-irmã, eu te amo.