sábado, 20 de junho de 2009

Ser Jornalista é fazer jornalismo

O presidente do STF ( supremo tribunal federal ) disse que a profissão de jornalista não tem consquência na vida da sociedade, por isso não necessita de conhecimento técnico e exigência do diploma.
Alguém se lembra dos jornais com receitas de bolo da ditadura? Por que os militares mandaram espiões, censores nas redações e até chegaram a fechar muitas delas?
O jornalista Vladimir Herzog torturado e morto pelo Doi-Codi se tornou símbolo da luta pelo fim da censura durante o regime militar.
A abertura política chegou, a volta de personagens importantes como Fernando Gabeira e Betinho, as diretas já tudo foi filmado, narrado, fotografado e escrito por quem vive o fato da notícia.
Fernando Collor perdeu a presidência após os jornais informarem aos eleitores a prática de corrupção em seu governo. As mesmas pessoas que o colocaram no poder foram as ruas e pediram impeachment... os jornalistas fizeram parte de todo o processo.
Bomba! Bomba! Bomba! Quem não lembra da famosa foto da bomba de Napalm? E a bomba atômica? Correspondentes internacionais dos maiores veículos de comunicação arriscaram a sua vida e mudaram o rumo das guerras. Em 1968 o jornalista brasileiro José Hamilton Ribeiro foi mandado pela revista Realidade para cobrir a guerra do Vietnã, lá ele pisou em uma mina terrestre e perdeu uma perna em nome do compromisso com a verdade.
Setembro de 2001. Os jornais de todo o mundo divulgam imagens nunca imaginadas nem pelos diretores de Hollyood. A queda das torres gêmeas. Pela imprensa famílias brasileiras recebiam notícias a cada segundo.
Nosso trabalho não consiste em simplesmente mostrar a realidade, mas sim mostrá-la de forma profissional, estudada e responsável.
Para fazer jornalismo não basta ler, escrever, falar ou fotografar bem. É necessário ser humano e se preocupar com quem nos cerca e com o que acontece ao nosso redor. Jornalistas estudam e analisam além de informações, a sociedade e sua estrutura, como cada público recebe e absorve os fatos, a melhor maneira de ser transparente e se fazer entender.
Suportamos a dor de ver um colega, como Tim Lopes, perder a vida em busca do real contexto social de uma favela brasileira. Noticiamos e vivenciamos tragédias, investigamos e denunciamos preservando a identidade de nossas fontes para que elas não corram riscos. Não ferimos a liberdade de expressão, pois dependemos dela para trabalhar!
Não é qualquer pessoa que pode ser jornalista é preciso vocação, paixão pela profissão, responsabilidade social, compromisso com a verdade, profissionalismo, conhecimentos técnicos e saber como foi e é o mundo para ser formador de opinião e ser o quarto poder.

Nenhum comentário:

Postar um comentário