
Ele foi casado duas vezes e teve quatro filhos, um deles já falecido. Nascido em Araranguá (SC), em 1930, morou em Florianópolis, Porto Alegre e fixou residência em Curitiba. Escritor com forte atuação política, publicou mais de 30 livros, entre poesia, ficção e textos de opinião. Na década de 70, participou do Centro Popular de Cultura em Curitiba, e de grupos de teatro da UFPR, sempre em oposição à ditadura militar. Preso político, nunca se furtou da crítica ao governo militar e das suas posições políticas. “Era um homem de extrema coragem e todos que lutaram pela democracia sabem o papel que teve este grande intelectual”, afirmou o advogado Geraldo Serathiuk, que o conheceu na década de 70, na Casa do Estudante. Serathiuk conta também que Walmor foi um dos responsáveis pela reorganização do movimento estudantil e sindical durante a ditadura militar e um grande exemplo para os jovens da época. Marcellino trabalhou em diversos órgãos de comunicação, entre eles a Gazeta do Povo e o jornal Última Hora, e também na Assembleia Legislativa do Paraná e no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
"Ele era um dramaturgo, repórter policial de alto nível e um líder da resistência durante a ditadura militar”, afirmou o jornalista Cícero Cattani, que contou que conviveu com Walmor já no início da década de 60, na redação do jornal Última Hora. “Apenas quem conviveu com ele sabe mensurar esta perda”, disse. Segundo Cattani, uma das grandes qualidades de Walmor era a de transformar a redação em uma sala de aula. “Era um intelectual e um verdadeiro professor de jornalismo. O Paraná perde um dos seus maiores valores.”
O jornalista Luiz Geraldo Mazza, destacou a militância, tanto política quanto cultural de Walmor. “Ele foi uma pessoa de firmeza e caráter, guerreiro que participou dos movimentos importantes do nosso Estado, e um dos grandes desencadeadores do desenvolvimento cultural”, contou.
De acordo com o poeta e escritor Ewaldo Schleder, que publicou um livro a quatro mãos com Marcellino, destacou a responsabilidade do colega, mesmo com quem criticava. “Sempre polêmico, mesmo assim nunca fez uma crítica não embasada, por isso, era respeitado mesmo por aqueles que tinham posições contrárias”, afirmou.
O jornalista Nego Pessoa comentou que as diferenças políticas entre os dois eram enormes. “Mas a nossa amizade era justamente pela ligação com a arte. Walmor era um grande conhecedor de poesia e amante do jazz”, contou. Nego Pessoa destacou os livros de poesia do amigo, segundo ele, a melhor produção de Marcellino.
O prefeito Richa lamentou a morte do escritor, poeta, dramaturgo e jornalista. "Walmor Marcelino defendeu de forma intransigente os princípios em que acreditava" . Além de ressaltar a importância de Marcellino "Como intelectual, artista ou jornalista, Walmor foi um combatente da democracia. Especialmente nos anos de chumbo da ditadura militar, quando foi perseguido, preso e processado, exatamente porque defendia a liberdade", o prefeito lembrou que durante o governo de seu pai José Richa, Walmor atuou como jornalista se destacando entre os grandes personagens que participaram da redemocratização do Paraná.
Alguns textos de Walmor Marcellino:
http://www.walmormarcellino.blogspot.com/search?updated-min=2009-01-01T00%3A00%3A00-03%3A00&updated-max=2010-01-01T00%3A00%3A00-03%3A00&max-results=38
http://www.palavreirosdahora.blogspot.com/2008/02/crime-e-castigo-por-walmor-marcellino.html
http://www.palavrastodaspalavras.wordpress.com/2009/09/08/o-imbecil-retorico-por-walmor-marcellino-
curitiba/
Descanse em paz!
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